Hoje pensei que estaria são, o amanhecer vingou sem quaisquer vestígios da noite anterior. Confortável, diga-se de passagem. O decréscimo dele, o copo, me fez ficar mais ingênuo, como se fosse o princípio de uma nova fase de pouca idade. Seria sim, um esboço de um presente indireto.
No decorrer... Foi como prometido, nos padrões que se esperava sempre arrisca de sucintas definições. Lembrei das agudas nos arredores dos ombros, desta vez alcançava o limite de minha tolerância. O corpo pesou como se fosse milhares de penas, ficando a mercê de uma congestionada tirania que trouxe à tona o tempo que passou.
Apenas isso!
Essa era certa entrelinha de um slogan opaco, transfigurando uma questão e uma decisão. Fora erroneamente a fundo, não soube se comportar nem se estabilizar nos seus momentos. Teimou sem ponderar as escolhas de urgência, que, acolheram somente seu ensejo momentâneo, deixando para trás boas perspectivas para a "união do útil ao agradável".
Ágil ao apogeu, lentamente a sua queda, fora sutil. Mostrava-se que não veio apenas para distrair.
Idoneidade não! Não teria em meio a ninguém, a não ser a si próprio, transparecendo seu vago afeto por algo esdrúxulo sem uniformidade social.
Viu e acendeu a Luz, ouviu em últimos instantes o que sempre ouvira... o que sempre teve. E tem.
Não terá.
Felipe Bastos
16.set.2010




